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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

EM AUDIÊNCIA ,AMIGA RELATA TERROR QUE VIVIA CAMILA ABREU ANTES DE SER MORTA


Atualizada às 10h49
A amiga de Camilla Abreu relatou agora há pouco na audiência de instrução e julgamento no Tribunal do Júri que a estudante vivia com muito medo e andava depressiva devido as ameaças do capitão Allisson Wattson do Nascimento.
"Ela chorava de medo e andava muito depressiva por ser coagida por ele". O capitão era namorado da estudante. Ele é acusado de assassinar Camilla e esconder o corpo em matagal na zona rural de Teresina.    
O depoimento da primeira amiga de Camilla durou cerca de 1 hora. A juíza Zilnar Coutinho,  titular da 2º vara do Tribunal do Júri a questionou também se tinha conhecimento de que o réu teria se afastado do trabalho para tratamento médico. 
"Soube apenas que ele se afastou por descontrole... foi punido por um ato de descontrole. Que eu saiba, ele não havia se afastado para tratamento médico" , disse a amiga. 
Às 10h35,  uma segunda amiga de Camilla começou a ser ouvida também como informante, devido a amizade íntima que tinha com a vitima.
Atualizada às 10h
A audiência de instrução e julgamento sobre o assassinato da estudante Camilla Pereira Abreu, 21 anos, iniciou em meio a divergência e tensão.   
A juíza Maria Zilnar Coutinho rejeitou o pedido de adiamento da audiência de instrução e julgamento do capitão Allison Wattson da Silva Nascimento. O advogado do réu, Pitágoras Veloso, alega que foi contratado pela família há dois dias e que não há nenhuma testemunha de defesa do réu. 
"Fui contratado pela família no último dia e 21 e assumi o caso ontem. Tive menos de 15 horas para estudar o processo que é complexo e volumoso. Uma defesa técnica e eficiente, nestas circunstâncias, possivelmente, será deficiente", alegou a defesa do réu. 
O promotor Benigno Filho e a assistência de acusação também foram contra o pedido de adiamento. 
"Não sou favorável ao pedido. A audiência de hoje preenche todos os requisitos. Adiar a audiência seria adiar o sofrimento da família", disse o representante do Ministério Público. 
Uma amiga de Camilla é a primeira a ser ouvida como informante. Ela é interrogada sem a presença do réu por se sentir constrangida. 
"Camilla me relatava que ele tinha um ciúme doentio. Após o desaparecimento dela, ele me ligou várias vezes e sempre muito frio... depois me bloqueou no celular. Notei uma frieza muito grande. Em nenhum momento, ele se juntou à família dela. Eu imaginava que ele sabia de algo e fiquei com medo que ele pudesse fazer algo comigo porque eu estava desconfiada", declarou a informante. 
Durante interrogatório, a amiga declarou também que Camilla relatava constantes agressões e que, inclusive, pediu o acusado para matá-la. 
"Ela relatava agressões, puxões de cabelo e socos. Ela tinha um braço machucado e que nunca sarava. Camilla disse que um dia ele apontou a arma para a cabeça dela dentro do banheiro. Ela pediu para que ele a matasse pois não aguentava mais...vivia coagida. Ela mandava fotos chorando...nunca presenciei agressão física, mas moral. Nunca denunciou por medo", declarou a amiga.
A audiência é marcada por um 'clima de tensão' entre defesa e acusado. Por algumas vezes, a juíza teve que intervir. 
O réu aparenta tranquilidade e não autorizou a veiculação de imagens.
Aguarde mais informações

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com
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